...

...E assim a pequena brasa que queima o chão de minhas palavras, revela tudo que não sou, e conseqüentemente tudo o que sou!

Suspiros

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quinta-feira, outubro 20

Perdição


É melhor acreditar que existem boas intenções nas pessoas e se decepcionar de vez enquando do que não viver esperando a perfeição.
E por filhaputagem da vida os dias foram perfeitos, eu deitava em seu colo, te mordia e me sentia bem com tudo aquilo, apagavam e corrigiam meus pensamentos e atitudes que eu julgava insanos. E durante os dias de algumas semanas era o seu cheiro que impregnava meu corpo e parte da minha mente. Era os seus olhos verdes que eu via a noite.


Menino, muleque e homem o suficiente, eu não entendo.
O problema é que ninguém adivinhas as coisas sem uma boa conversa e algumas expressões de surpresa, e por ironia eu não adivinhei até que foi jogado na minha cara da forma mais complexa e absurda possível.
E como doeu, foi uma pancada na boca do estômago. E tentei não acreditar fugi do que parecia me prender com tanta força que chegava a rasgar a carne.

Já vimos o dia amanhecer e dormir, já vimos sorrisos e lágrimas um do outro, já vimos as qualidades e infelizmente os defeitos e esses tão incorrigíveis quando decepcionantes.
E algo que eu nunca esperava entra em meu mundo, meu maior medo, o meu pesadelo e alguém com tanta capacidade de me fazer tremer consegue me arrepiar ao mais simples toque, ao mais doce beijo...
Tanto ódio e tanto amor dentro de uma cabeça só é muito confuso até pra mim.
O problema é que quando te matarem por dentro não vão estar chorando no seu túmulo os seus amigos passageiros e nem as 5 meninas por noite que você pegava, vão estar os que te amam apesar dos seus erros, os que se sentem idiotas por serem tão pouco reconhecidos. 
Quando eu tento acreditar que os bons são a maioria, vem o mundo e me prova o contrário!
Então coloco os fones de ouvido, posso chorar sem medo e mergulhar no meu mundo inocente, infantil e e totalmente esdrúxulo. 
Incapaz de sentir uma gota de julgamento ou incapaz de sentir amor!



sábado, setembro 10

E surge a última estrela!

E eu achava que os medos e anseios se perderiam novamente, assim como as minhas roupas pelo corredor. Sozinha e nua olhando pelo parapeito da janela e a cada estrela que surgia no espetáculo do anoitecer era  um motivo a mais para caírem as lágrimas. Esguia e pequena como criança eu apertava o celular entre minhas mãos, querendo que o tempo voltasse e as escolhas se renovassem ... 
Não foi assim que aconteceu. 
Era madrugada e  eu ainda estava parada com olhos marejados e fechados, tentando não parecer tão idiota por ser egoísta... 
E quem nunca deseja um final feliz?... 

Mas essa noite me fez lembrar os dois lados da moeda e que nem tudo é perfeito. E nem pensei em sustentar por mais algumas horas a patética esperança de tentar encontrar sentimento ali, foi só mais uma noite... 
Deixei a janela aberta, senti o vento balançar a cortina e entrar frio pelo quarto, me fazendo arrepiar... deitei na cama, me afaguei nas cobertas felpudas e dormi entre meus sonhos, esquecendo-me das dolorosas perdas , medíocres sombras da falta de caráter que me sonda. 

...Adormeci...
E espero acordar quando os primeiros raios de sol atravessarem a janela, abrindo meus olhos e me aquecendo.
Sentir um novo dia surgir por dentre o céu meio alaranjado...



 Me fazendo ser capaz de Esquecer... des sentir... deslumbrar... Recomeçar!





...

quarta-feira, agosto 10

Doce Miragem

A flores pendiam do teto com fios coloridos até chegar a mais ou menos um metro acima de sua cama, ela viajava em seus contos e história medíocres... como uma personagem a procura do corpo de um bom ator pra se sentir intimamente compreendido. 
Ela fecha os olhos e sente aquele frio nauseante na barriga, o arrepio que percorre a espinha sem permissão ou demasiado controle, simples deixa-se tremer e observa com olhos marejados e vermelhos as flores soltas girarem pelo quarto. Sentia o vento frio entrar por frestas o mesmo que jogava seu cabelo comprido e ruivo de um lado pro outro. 
Aquela blusa gigante de lã que se passava por pijama era tão quentinha e confortável que a fazia ficar mais tranquila. Era uma criança tão meiga, por assim dizer e, com suas mãozinhas ela agarrava o cobertor felpudo e bem desenhado como se fosse o único ser com sentimentos no mundo.
...Era apenas um cobertor...
Entre olhares e olhares exteriores a tudo isso que são moldadas opiniões falhas e o caráter de muita gente, visões distorcidas e completas ignorâncias. 
Durante horas e horas ela se deixa esvair de seu corpo e passear por lugares nunca desvendados, nunca alcançados pelo fio da lógica e muito menos pelas dores emocionais. Enfim ela vê a outra menina, cabelos meio enrolados e presos de mau jeito e tão bem delineada entre o sofá que estava a milhares de quilômetros... distante de seu corpo. 
Ela tenta tocar e pestanejar, mas desiste por não fazer sentido. Se senta frente a outra e observa como nada havia mudado, nem os cabelos pintados e nem o quarto que tão bem conhecia, se sente tão próxima que tenta fazer algo parecido com um beijo, tão delicado e doce. Lábios distantes e quentes se tocando, provando e provocando os mais diversos sentimentos.
...ajoelha na frente da ''miragem real'', era irônico...
E tem a certeza de que as melhores palavras que ela poderia dizer seriam entendidas em ambos corações..
''Mas sem nunca nos tocarmos outra vez um abraço permanece no existir, o toque é indolor a sua presença.''
Sem mais, ela renasce de sua imaginação ou sei lá o que foi aquilo, pega o telefone e liga.. não mais do que uma chamada a menina dos cabelos enrolados se levanta do sofá e atende..
Nada a mais além de o início de um sussurro, apenas choram...
e sentem a única coisa que poderiam sentir...
Saudades...  


quinta-feira, agosto 4

Entorpecer

E a única coisa que ela conseguia se lembrar é que o chão fugia dos seus pés... o mundo desabava ou qualquer outra metáfora idiota que fizesse aquilo ter sentido. Que expressasse o que ela sentia.
O ar fresco e frio emanava por de baixo dos cabelos, e o mocassim pisava sobre a grama verde, era fácil pular a cerquinha que conhecia bem e entrar no único lugar, que durante anos, trazia alguma inspiração. Estava tudo exatamente igual a última vez, a clareira se estendia cheia de flores e galhos secos pelo caminho e depois havia um riacho que fazia a roda d'água enferrujada tilintar.... e a água ia serpenteando até o pequeno lago que era coberto de flores e pedras... aquela ponte que era sustentada por galhos velhos e coberta de terra era um refúgio... o meu refúgio.. e as árvores médias de onde entravam raios de sol pelas pequenas frestas entre as folhas.. e era tudo tao harmonioso. Eram formadas enormes copas que levavam seus galhos maiores até o chão. Era tão lindo e aconchegante. 
As manhas de primavera são tão convidativas, pena que hoje nada era convidativo o suficiente...
Abri a bolsa e esparramei em cima de um tronco cortado, o único que havia ali, alguns livros, uma lanterna, uma garrafa térmica de chocolate quente, um ipod e meu caderno de anotações... as raízes das árvores junto com a grama formavam o lugar mais confortável que eu já tinha visto.. e eram tão proporcionais a meu corpo que até poderia me assustar. Joguei um cobertor fofinho e deixei meus pensamentos fluírem... 
Ali sozinha no meio do nada as lágrimas escorriam de tal forma que eu sentiria vergonha se estivesse mais alguém lá, entre soluços e até mesmo gritos sufocados pelo cobertor .. eu não conseguia escrever, fazer ou mesmo pensar em nada além daquela dor  ... longe das pessoas absortas em suas cabeças ocupadas e extremamente maliciosas. 
Aqui eu posso extravasar... e sentir o cheiro doce entrar em mim como se me renovasse a cada ferida aberta... Mais um dia de fossa, me lembra o que passei ... sei lá tudo tão confuso, tão escuro. É difícil entorpecer sem algumas bebidas e cigarros. 
É só adormecer....
Eram quase meia noite quando, enfim, ela consegue sair de lá, não com menos dor ou com menos pensamentos, mas estava anestesiada. 

O tempo cuidaria do resto!


quinta-feira, janeiro 6

O silêncio das Palavras

Palavras não ditas talvez sejam as melhores de escutar, elas não machucam, nem dão esperanças, são só lindas por assim se dizer.
Escorridas ao vento de uma manhã tardia, onde o tempo se esqueceu de andar e mesmo assim as folhas jogadas no léu da sua imaginação 
...fluem...
 Como pequenas maldades semeadas por tuas mãos elas dançam aos toques de um velho piano estacionado.
..Elas não vão cair..
. nunca.
. aqui a lei da gravidade não opera e as marcas de lágrimas ensanguentadas ainda estarão pregadas em suas letras que, futuramente, dará vida a tragédia vivida
...afinal aqui é meu coração...
E assim ela fecha o caderno inoperante em irônias... 
esperando que a vida seja amigável e que tudo se torne doce outra vez!

quarta-feira, janeiro 5

O Bêbado e a Equilibrista...

Finalmente sós, juntos e completamente apaixonados 
(infelizmente por coisas diferentes).

 E eram amores profundos e inigualáveis, cada qual da sua maneira invejável e cheia de paixão. Eram lembrados toques olhares ou só a maneira perfeita que as coisas se acertavam na sua tolice, quando bêbados e cheios de volúpia conseguiram ter a melhor noite de suas vidas ... no calor dos beijos e de mãos que correm soltas eles se amaram mais uma vez e foram inúmeras, assim ditas na prosa de uma equilibrista que observando o bordel de estrelas, cai em prantos mais uma vez....Que sufoco ... chupavam manchas torturadas no céu de minha alma do mesmo modo como beijavam um ao outro. E os bêbados se acabaram mais uma vez me fazendo sonhar com a volta de algo perdido que, justamente PERDIDO, nunca se encontrará e assim nas minhas intertextualidades brigo com o desejo de fazê-lo só meu, assim jogando uma lembrança fora e curando sua mórbida ressaca moral!


A equilibrista nua deitada no chão ao lado da janela sentindo a chuva cair nos seus seios e escorrer até onde os prazeres são feitos olhava o bêbado que dormia, até que ele em seu sonho deixa arrebentar a corda bamba e acorda com o tombo.. olha a equilibrista vestindo as roupas transparentes e a deixa sair pela porta através da qual nunca mais voltará e assim não perguntes porque demorou a despertar..

''Os sonhos, os amores e as lembranças são boas, mas a realidade apesar de dura é o que realmente dá vida a o que você nunca esquecerá.. e talvez assim um dia se tornem novas lembranças pintadas em sépia no retrato fosco de sua vida. E assim acaba a guerra...pronta pra recomeçar''

domingo, janeiro 2

Antes.. uma Valquíria!


Assim como mais uma serva de Odin, aquelas que davam nova vida aos mortos e tinham suas armaduras tão reluzentes que eram capazes de fazer a ''aurora boreal'', esta dava nova vida aos sentimentos, tão nova e nem tão inocente ela costumava fugir de emoções ou algo que a fizesse simplesmente chorar, suas lágrimas não eram normais eram mais carregadas de sofrimento e dor do que a de outros e isso era sua maior proteção, mas também a pior, afinal ela era sua armadura.

 A filha de Goll não aceitava de forma alguma a sua herança mal dada então, mais uma vez fugiu, até que algo, em algum ponto a fez parar e lá estava ele debaixo de uma árvore sentado, longe de tudo aquilo que a fazia sofrer. 
Era um homem normal com olhos serenos e mãos delicadas, mas tinha uma coisa que a deixava diferente quando o olhava tinha vontade de se aproximar, afastou-se do medo e timidez e deixou que seus pés a levassem
Quanto mais perto ficavam tremiam as emoções eram tão confusas que partes de pensamentos viraram frases e um motivo a mais para que não se afastassem, ele desenhava assim como ela (só que bem melhor) e talvez isso os fizeram balbuciar algumas palavras que fizessem sentido, e então eles se encantaram.
 O criador de ilusões e a menina,
 cada dia conversavam mais gostavam de se ver até que o destino interferiu e a mandou pra longe, tão longe quanto as lembranças que tão irresistiveis a fizeram voltar e então o encontrou no mesmo lugar e se abraçaram como velhos amigos (talvez apaixonados).
 Ele sabia dos segredos que ela escondia e era hora de contar os seus, ele veio de longe  pra lá das antigas terras onde as folhas não tocavam o chão, lá ele se apaixonou pela rainha branca e com a bela mulher branca de olhos verdes ele teve um filho. E por egoísmo daquele coração frio ele teve que ir embora e deixar sua preciosidade para tráz, por isso desenhava era uma forma de perpetuar os amores e as desilusões, e era tudo tão confuso pra cabeça dela que tantos segredos a fizeram silenciar e aprender a escutar, entendeu que fugir não era a melhor solução quando tantos são forçados a ir.
   Por fora o silêncio e por dentro emoções que a fizeram chorar, só que a agora não de dor, de um sentimento novo que nem ela entendia, era tão bom que tinha gosto de algodão doce. Assim juntos descobriram que existem pessoas diferentes, mas exatamente por isso o desejo de ficarem juntos é tão intenso e qualquer um que olhasse aquela luz colorida no meio das árvores entenderia que seu poder era maior do que qualquer armadura.


... Se chamava amor...         



História escrita por J. e Anitta

sexta-feira, dezembro 3

Talvez..mais uma indefinição!


Era uma vez uma guria jovem e inexperiente em suas atitudes, mas que já tinha sofrido muito na vida e talvez por isso um pouco fria. Ela gostava do diferente, de bruxas e feitiços e por ser curiosa sempre achava um jeito de dar um pontapé a mais no destino, sempre pesquisando e inovando seus conceitos ela achou alguém pra lhe ajudar, apezar da distancia. Um homem misterioso que sempre a deixava estressada e talvez ali ela aprendesse a viver um pouco melhor. Ele a ensinou segredos, a arte, a magia, as reencarnações e assim se conheceram, viraram amigos e em alguns dias ao telefone ela chorava e desabafava seus pequenos problemas diários, suas alegrias, seus medos.
Ele se apaixonou.....
E depois de algum tempo eles se encontraram, o que antes eram conversas por e-mail e telefone, agora ao vivo e cores. Ele a olhava da maneira mais carinhosa, reparava os traços do seu olho e contava que a ligação entre eles era tão antiga quanto a vida. Ela gostava de escutar as belas histórias, queria sua própria essência, mesmo que não acreditasse muito e infelizmente ele tinha que ir embora e voltar a sua vida normal.
No impulso de suas emoções de menina ela não sabia o que queria, algumas vezes fugia das conversas e em outras sentia tanta vontade de falar.
Ele nunca mais se viram e mesmo com o grande amor as ligações e e-mails cessaram.
Até que um dia a saudade apertou tanto quanto as lágrimas que caiam e ela resolveu ligar, conversaram como se não tivesse acontecido nada, mas a vida tinha seguido, muitas coisas haviam mudado, 1 ano se passado, ela amadureceu (seu gênio ainda era forte). 
Ele sempre com as mesmas declarações e ela calada, depois de 3 anos de convivência ele nunca tinha escutando nenhum ''te amo'', ele não gostava e ainda assim ela não falava.
E por achar que era falta de amor, falta de compreensão ou desleixo, enfim não sei os motivos ele a deixou.
Agora ela chora digitando essa história e ainda escrava da sua frieza (ou seja lá do que for) ela não fala, só sente...
E assim desabafa com palavras escritas aquilo que não consegue dizer!!

Fim     

segunda-feira, novembro 29

Acordes de Amor






Não queria ter feito aquilo.  Tudo bem, eu admito, essa foi uma péssima maneira de começar um e-mail. Eu sei que era sua irmã, mas quando vi vocês dois andando abraçados eu perdi a cabeça, foi como um vulcão, entrando em erupção dentro do meu peito, ao mesmo tempo da raiva meu coração acelerou achando que o tinha perdido. Foi tão embaraçoso. É que pra mim você é um barco dos sonhos, navega nos meus sentimentos e me faz ter sensações que eu nunca tinha tido. Quando ouço você respirar perto do meu peito arrepio, é fato. Você sabe o que me faz não mentir na cama... sabe tudo" até o mais intimo fio de desejo... Te amo   Te adoro, meu bem. Desculpas...

Ela estava prestes a enviar o e-mail o telefone toca, ela entra correndo toda destranbelhada, mas em compensação linda como o amanhecer. Morena dos olhos verdes e tinha as feições tão delicadas e ao ápice de seus 30 anos era tão sensual e inteligente que deixava qualquer ''loira capa de Playboy'' com inveja.

__ Alô? 
__ Tá amor, eu não consigo mais te esconder, eu menti e fiquei com a consciência pesada.... (silêncio de alguns segundos tensos) Ela não era minha irmã, era minha amante, ficante, sei lá. Por isso aquela história esquisita que ela morava no Japão... Estou arrependido, volta pra mim, não faço mais, juro...
(tututututututu....)
alô??? amor, ta ai? Me perdoa...

Ela pega o mouse com carinho e apaga o e-mail não enviado letra por letra, com a maior calma do mundo, nem parecia que acabara de escutar tal confissão, senta na cama mais e vê os restos de um amor despedaçado e junto dele seu sentimento.

E ao contrário do que todo mundo pensa, ela não vai pegar um pote de sorvete e ver o filme mais meloso que estiver passando de madrugada. 
Ela vai cuidar do seu recém nascido e depositar em sua criação, todo amor e inteligência, com a esperança de que ele não faça isso com sua futura mulher!

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